6 de dezembro de 2007
Mais uma de nossas contradições
Cachoeira Foz do Prata (Cidade, 800mtr do centro)

Passando pela Rua do Mosteiro dos Beneditinos e pela Vila Esperança, entrando no bairro Rio Vermelho, logo cruzamos a ponte sobre o córrego da Prata. Entrando para a direita, após 30 metros aparece um “córrego”, substituído por esgoto a céu aberto. Depois de outros 30 metros, passando por uma área semi-arborizada, chegamos a um lugar à primeira vista glamoroso, e lindíssimo, onde se tem o encontro do Prata, numa queda brusca, com o Rio Vermelho. Um lugar ideal para um gostoso banho, um verdadeiro ponto turístico… não fosse o choque que rapidamente nos faz esquecer a fascinação por um lugar tão bonito:

basta um olhar para o lado de tamanha beleza para engolirmos seco e nos escandalizarmos, uma vez mais (ou já nem nos escandalizamos mais?), com a situação do local: o córrego da Prata, ainda recebendo esgoto a céu aberto de varios bairros da cidade, ali desemboca, e se junta com a imensa quantidade de lixo, preso ao longo das margens. Uma visão triste, que uma vez mais demonstra a total indiferença e a imensa ignorância de governantes e governados. E certamente em nada atraente para ninguém, menos ainda para o morador da região (que também já perdeu qualquer esperança, e hoje se acomoda a esta condição de vida) e para o turista. Que perda de oportunidade !!
Poço de Sucuri (8km da cidade direção Goiania)

O Poço de Sucuri fica no mesmo rio Santo Antonio, abaixo uns 1500 metros do Balneário de mesmo nome; forma um poço de 3-5 metros de profundidade, com água fresca, rochas e vegetação nativa no entorno. Como o Balneário Santo Antonio, o Poço do Sucuri tem também uma linda visão da Serra Dourada. Por sua beleza e ambiente limpo e agradável, assim mantido pelos seus proprietários, o Poço do Sucuri recebe bastante visitantes.

O local é composto de diversos pequenos pontos com água, separados e com diferentes níveis de tranqüilidade, conforme maior ou menor numero de visitantes.

O visitante conta com um restaurante acima do Poço, com muita arborização, plantas ornamentais (a maioria do próprio cerrado) e redes. Um lugar bem diferente do nosso triste “encontro das águas” do Prata e Rio Vermelho; até quando o brasileiro vai continuar com o pensamento “o que é publico não é meu, não é de ninguem, e por isso pode ser desprezado e sofrer agressões e vandalismos!”? até quando o brasileiro vai continuar a destruir a sua própria qualidade de vida?
criado por leeuwlara
14:59 — Arquivado em:
Ao lado, uma cachoeira não muito alta, mas com água espumante e uma forte correnteza com um barranco alto e (ainda) bonito no outro lado do Rio Vermelho. Certamente uma vistosa dama no passado, protegida por uma mata exuberante, e para a qual todos tiravam o chapéu num fino cortejo dedicado apenas às mais belas e cobiçadas damas da sociedade vilaboense. Acima da cachoeira um poço pouco profundo, mas bastante agradável para nadar, não fosse o lixo ali deixado por frequentadores indiferentes à própria sorte. Uma riqueza incalculável dentro da cidade, com trilhas na mata bem proximas, como a Trilha Imperial e O Caminho para a Torre de TV. Uma riqueza por muitas outras cidades cobiçada, mas pela sua própria abandonada e desprezada.
INADEQUADAS!) que possibilite que a parte da comunidade consciente tenha como exercer a sua consciencia jogando o lixo no local certo. Nao há nenhum interesse em utilizar o excelente potencial do local para educação ambiental, recreação e esporte ao lado do ensino de busca pela cidadania e a mudança de attitude para que cada um se responsabilize pela manutenção desta natureza. 
De extraordinária beleza, ainda intacta graças`a pouca visitação, esta cachoeira é a prova de que a historia (infelizmente) sempre se repete: o lugar público, que pertence a TODOS NÓS e como tal deveria ser por NÓS também constantemente zelado, é na verdade considerado “DE NINGUEM”, e como tal, depredado por todos aqueles que tomam uma posição indiferente diante do bem público. Onde não há controle e fiscalização constantes, as pessoas não se importam em zelar. É um comportamento interessante para se estudar: limpo na frente da MINHA casa, mas jogo a sujeira na rua em frente, ou no terreno baldio ao lado, ou nos rios, ou até mesmo na porta do meu vizinho… E é esta mentalidade que está acabando com nossa cidade, nossas ruas, nossas praças, e com o que temos de mais rico na cidade de Goiás: água! A foto aqui presente é testemunha viva do que temos (e poderiamos ter!!) para oferecer em nossa cidade!! Basta ter boa vontade politica e menos apatia da comunidade para exercer os seus direitos (e deveres!) de cidadania… 

À primeira vista, cada visitante que aqui chega se apaixona pela cidade de Goiás. 

